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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026 Nova matéria todo dia às 19h
Saúde

Convulsão em cachorro: o que fazer durante a crise e depois

Saiba como proteger seu cão durante uma crise, o que nunca fazer e quais sinais indicam emergência veterinária.

Por , editor Publicado em · 6 min de leitura
Cachorro adulto descansando deitado sobre uma manta macia no chão de casa, com expressão tranquila
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Resumo rápido

  • Durante a crise, afaste objetos, mantenha o cão longe de escadas, cronometre e, se puder, filme. Nunca coloque a mão na boca dele.
  • Crise com mais de 5 minutos, crises seguidas sem recuperação ou mais de uma crise em 24 horas são emergência.
  • Mesmo uma convulsão curta, com o cão aparentemente normal depois, precisa de avaliação veterinária.

Durante uma convulsão em cachorro, mantenha a calma, afaste móveis e objetos, impeça que ele caia de escadas ou lugares altos e cronometre a crise. Nunca coloque a mão na boca do cão. Se a convulsão passar de 5 minutos ou se repetir no mesmo dia, leve-o imediatamente ao veterinário: é uma emergência.

O que é uma convulsão

A convulsão é uma alteração temporária e involuntária da atividade normal do cérebro. Ela pode se manifestar de duas formas principais:

  • Generalizada: o cão perde a consciência, cai, fica rígido e faz movimentos de "pedalar" com as patas. Pode babar muito, urinar ou defecar sem querer.
  • Focal: atinge só uma parte do corpo ou do comportamento, como tremores no rosto, mastigação sem controle ou olhar fixo. O cão pode continuar consciente, e a crise focal pode evoluir para generalizada.

Quando as convulsões se repetem, fala-se em epilepsia. Vale lembrar que epilepsia é a descrição de crises recorrentes, e não o nome de uma causa específica.

As três fases da crise

  1. Antes (pré-ictal): de segundos a horas antes, o cão pode se esconder, parecer nervoso, procurar o tutor, choramingar ou babar.
  2. Durante (ictal): é a crise propriamente dita. Nas generalizadas, costuma durar de um a dois minutos.
  3. Depois (pós-ictal): fase de recuperação, que pode durar de minutos a dias. O cão pode ficar confuso, desorientado, andar de um lado para o outro, ficar inquieto ou temporariamente cego. A duração dessa fase não indica, necessariamente, a gravidade da crise.

O que fazer durante a convulsão

  1. Mantenha a calma. Seu cão precisa que você pense com clareza.
  2. Proteja o espaço. Afaste móveis e objetos em que ele possa bater. Se ele já está no chão, o risco de se machucar é baixo.
  3. Evite quedas. Mantenha-o longe de escadas e de lugares altos.
  4. Afaste outros animais da casa.
  5. Cronometre. Marque a hora de início e de fim. Considera-se a duração da crise do momento em que ele perde a consciência até recuperá-la, sem contar a fase de recuperação.
  6. Filme, se for seguro. O vídeo ajuda muito o veterinário a entender o tipo de crise.
  7. Pense em possíveis intoxicações. Veja se o cão teve acesso a plantas, produtos químicos, remédios ou alimentos perigosos.

O que não fazer

  • Não coloque a mão nem objetos na boca do cão. Ele não vai engolir a língua, e você corre risco de levar uma mordida séria.
  • Não jogue água nem fique dando tapinhas, porque isso pode prolongar a crise.

Quando a convulsão é emergência

Algumas situações exigem atendimento veterinário imediato:

SituaçãoPor que preocupa
Crise com mais de 5 minutosÉ o estado de mal epiléptico, que ameaça a vida
Duas ou mais crises sem o cão recobrar a consciência entre elasTambém é considerado estado de mal epiléptico
Mais de uma crise em 24 horas (crises em salva)Exige avaliação imediata; crises repetidas elevam a temperatura do corpo
Recuperação muito intensa ou que passa de 24 horasPode indicar problema mais grave
Primeira convulsão da vidaSempre exige investigação da causa

Há fontes que recomendam buscar socorro ainda mais cedo, a partir de 2 ou 3 minutos de crise. Na dúvida, não espere: ligue para o veterinário ou vá a um pronto-atendimento.

Cachorro com convulsão pode morrer?

Pode, mas não é o mais comum. Uma crise isolada raramente é perigosa, e a maioria das generalizadas termina sozinha em um ou dois minutos. O risco está nas crises longas e nas que se repetem em sequência. Elas podem aumentar a temperatura do corpo, e o estado de mal epiléptico, sem tratamento imediato na clínica, pode levar à morte ou a dano cerebral permanente. Por isso a pressa é tão importante nesses casos.

A boa notícia é que a convulsão em si não é dolorosa para o cão, embora ele possa ficar assustado e confuso.

Principais causas de convulsão em cães

  • Epilepsia idiopática: é a causa mais comum. Não tem origem identificável e suspeita-se que seja hereditária. Costuma aparecer pela primeira vez entre 1 e 5 anos de idade.
  • Doenças no cérebro: tumores, inflamações, infecções e traumas na cabeça.
  • Problemas fora do cérebro: doenças do fígado e dos rins, glicose baixa no sangue (mais comum em filhotes) e intoxicações.
  • Infecções como a cinomose, citada entre as causas de convulsão em cães. Manter o calendário de vacinas do cachorro em dia é parte da prevenção.

Muitos alimentos e produtos de casa são tóxicos para cães. Para saber o que evitar, confira o que cachorro pode comer e o que é proibido.

O que fazer depois da convulsão

Quando a crise passar, continue por perto e mantenha seu cão em um lugar seguro, longe de escadas, enquanto ele se recupera. É normal que ele fique desorientado, cambaleante ou sem enxergar direito por um tempo.

Mesmo que a crise tenha sido curta e ele pareça bem depois, marque uma consulta. O veterinário vai perguntar sobre a idade em que as crises começaram, como foram, possíveis gatilhos, alimentação, remédios em uso e exposição a venenos. Normalmente, ele pede exames de sangue e urina e, se tudo estiver normal, pode indicar exames de imagem do cérebro, conforme a frequência e a intensidade das crises.

Mantenha um diário de crises

Anote, para cada episódio:

  • data e horário;
  • duração de cada fase (antes, durante e depois);
  • o que aconteceu e qual parte do corpo foi afetada primeiro;
  • o que o cão estava fazendo antes.

Esse registro ajuda o veterinário a decidir se é hora de iniciar um tratamento contínuo. Em geral, isso é avaliado quando o cão tem duas ou mais crises em seis meses ou quando elas ficam mais frequentes, longas ou fortes.

Se o cão já faz tratamento

O tratamento da epilepsia costuma ser para a vida toda, com acompanhamento regular. O objetivo realista é reduzir a frequência e a intensidade das crises, não necessariamente eliminá-las. Siga exatamente a prescrição: nunca mude a dose nem suspenda o remédio por conta própria, porque a interrupção brusca pode desencadear crises em sequência. Qualquer ajuste é decisão do veterinário.

Quando procurar o veterinário

Procure atendimento imediatamente se:

  • a crise durar mais de 5 minutos;
  • houver mais de uma crise em 24 horas;
  • o cão não recuperar a consciência entre uma crise e outra;
  • a fase de recuperação for muito intensa ou passar de 24 horas;
  • houver suspeita de intoxicação ou de pancada na cabeça.

Marque uma consulta o quanto antes se:

  • foi a primeira convulsão do seu cão;
  • as crises estão ficando mais frequentes, longas ou fortes;
  • o cão, já em tratamento, voltou a ter crises.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico-veterinário.

Perguntas frequentes

Cachorro com convulsão pode morrer?

Uma crise isolada raramente é perigosa. Mas uma convulsão que dura mais de 5 minutos, chamada estado de mal epiléptico, ameaça a vida e pode causar dano cerebral permanente sem atendimento imediato.

O cachorro sente dor durante a convulsão?

Segundo fontes veterinárias, a convulsão em si não é dolorosa, embora o cão possa ficar confuso ou assustado. O risco maior está em quedas, batidas e crises prolongadas.

O cachorro pode engolir a língua durante a crise?

Não. Cães não engolem a língua. Colocar a mão ou objetos na boca dele só aumenta o risco de uma mordida grave.

Quanto tempo dura o período depois da convulsão?

A fase de recuperação pode durar de minutos a dias, com confusão, inquietação e até cegueira temporária. Se ela for intensa ou passar de 24 horas, procure o veterinário.

Fontes

  1. Seizures in Dogs - VCA Animal Hospitals
  2. Seizures and Anticonvulsant Medications - Veterinary Medicine at Illinois
  3. Seizures in Dogs: Causes, Triggers, and Prevention - American Kennel Club
  4. Canine Seizures - Maddie's Fund

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima, sob responsabilidade do editor Ricardo Machado. Conteúdo informativo: não substitui a consulta com um médico-veterinário. Como trabalhamos

Publicado em

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